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Fazendo parte do conjunto de engenharias e com foco nos recursos florestais, assim como sua exploração e processo de reflorestamento, a engenharia florestal ainda é uma graduação pouco conhecida. Muitas pessoas chegam a confundi-la com a formação em engenharia ambiental.
Em linhas gerais, o engenheiro florestal é responsável pelo desenvolvimento de projetos para serem aplicados durante a exploração dos recursos florestais a fim de diminuir os impactos ambientais.
Formação acadêmica
O profissional deve possuir a graduação em engenharia florestal. A formação tem duração média de cinco anos, mas algumas instituições a oferece com prazo de quatro anos e meio.
Formada há três anos no curso de engenharia florestal, Marília Braga conta que os familiares não aceitaram de primeira a escolha do curso. “Eu tinha dúvidas sobre o que estudar, por isso, li sobre cada área que me interessava. Fiquei entre engenharia florestal e veterinária. Quando finalmente decidi, meus pais não estavam de acordo e foi difícil convencê-los”, disse.
Mercado de trabalho e remuneração
O bacharel pode atuar em empresas do setor público e privado desde que apresente registro no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) no Estado onde exerce o ofício. Dentre as áreas que pode trabalhar estão a de reflorestamento e educação ambiental. Para quem deseja seguir a carreira, a engenheira florestal aponta que a remuneração varia bastante. “No setor público os salários são mais atrativos e podem chegar a até R$ 3 mil. Entretanto, quando se opta por oferecer consultoria, que é uma das possibilidades da profissão, você pode precificar, mas isso exige bom senso. Nas consultorias que presto, costumo pesar sempre a carga de trabalho e o ‘tamanho’ da empresa. Mas, geralmente, o preço mínimo fica em torno de R$ 1700”, conta Marília.
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