20 de novembro é marcado por ser o dia em que é celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra. A data foi instituída oficialmente pela Lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A comemoração faz referência à morte do líder do Quilombo. Zumbi dos Palmares foi morto em 1965 por alguns bandeirantes. O chefe foi responsável por lutar pela libertação do povo contra a escravidão.
A data carrega consigo a importância de trazer e debater, para a sociedade, assuntos como racismo, discriminação, igualdade social, inclusão e tantos outros. E assim como no dia a dia, a temática também pode ser incluída dentro do âmbito educacional. Por isso, temos uma pergunta: quantos autores negros você já leu? Trouxemos hoje uma lista com alguns nomes muito importantes na literatura nacional.
Carolina de Jesus
Antes, catadora de papel, Carolina Maria de Jesus narra o cotidiano da sua vida na favela do Canindé e como conseguiu sobreviver sendo mãe solteira de três filhos. A obra, “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, foi publicada em 1960 e teve seu texto traduzido para 16 idiomas e vendido para 40 países.
Maria Firmina dos Reis
Em 1859 a autora publicou “Úrsula”, considerado o primeiro romance escrito por uma mulher negra na América Latina e primeiro romance abolicionista publicado por uma mulher em língua portuguesa. Maria era maranhense, se formou professora e construiu a primeira escola mista e gratuita da época.
Lima Barreto
Filho de uma escrava liberta, Afonso Henriques de Lima Barreto também foi um nome de destaque na literatura, se tornando um dos maiores símbolos de resistência e da militância pela crítica ao nacionalismo exacerbado; ao militarismo e pela denúncia social como racismo e pobreza. É o autor das obras: “Triste Fim de Policarpo Quaresma” e “Clara dos Anjos”.
Machado de Assis
Considerado o maior escritor negro de todos os tempos, já caminhou por, praticamente, todos os gêneros literários. Foi poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista e crítico. Entre suas obras, pode-se destacar “Memórias Póstumas de Brás Cubas”; “Quincas Borbas” e, o tão famoso, “Dom Casmurro”.
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